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Bolt causa euforia na chegada à Vila e diz que espera encontrar Neymar
3 de agosto de 2016   //   Por:   //   Esportes   //   Sem comentarios

whatsapp_image_2016-08-03_at_15.29.51Jamaicano admite desejo de conhecer craque brasileiro, garante manter postura de evitar assédio, mas exalta nova moradia provisória: “Me dá uma vibração diferente”

 Ao longo dos últimos sete dias, a única forma de comunicação com o público foi através das redes sociais. Nesta quarta-feira, Usain Bolt de fato começou sua imersão na Olimpíada do Rio. Além de romper o silêncio em entrevista concedida ainda no saguão do hotel da delegação da Jamaica, o Raio mudou-se para a Vila dos Atletas e causou muita euforia em sua chegada. Foi assediado por atletas da França, voluntários, pedestres que passavam pelo local e jornalistas. Com o fone do ouvido a postos, agiu como se ninguém gritasse por seu nome, ajudou as mulheres da equipe a recuperarem suas bagagens e seguiu para a vistoria de segurança.

Apesar de ter afirmado que tentará ao máximo manter sua privacidade para evitar o assédio excessivo, como visto no desembarque na Avenida Olof Palme, Bolt espera encontrar uma forma de encontrar um craque brasileiro durante a estadia.

- Eu normalmente vou para Vila, me dá uma vibração diferente, tem uma energia muito boa. Eu realmente gosto, me faz sentir parte dos Jogos. Vou tentar fazer parte tanto quanto possível. Não vou rodar muito, mas vou estar lá. Normalmente eu não vou à cafeteria porque, se vou, tenho que tirar muitas fotos.  Mas eu definitivamente gostaria de encontrar Neymar, sou um grande fã dele também. Será ótimo se eu tiver a chance de encontra-lo. Depois tenho que focar na minha tarefa.

A chegada dos três ônibus da Marinha que transportaram a delegação jamaicana ocorreu por volta de 16h10. Oficiais do Exército no local pediram que os veículos dessem marcha ré devido ao abandono de uma sacola próximo ao local do desembarque. A área foi isolada, mas a descida do ônibus ocorreu com uma diferença de apenas alguns metros.

Sacola isolada chegada Bolt Olimpíada (Foto: GloboEsporte.com)Área isolada por causa de sacola abandonada perto do local do desembarque (Foto: GloboEsporte.com)

Último a descer do ônibus, Bolt foi alvo de dezenas de câmeras. Nem os voluntários que trabalhavam no local resistiram à presença do ídolo, e funcionários do Comitê Rio 2016 e oficiais das Forças Armadas precisaram se desdobrar para evitar maior contato.

Mais cedo, a presença de Bolt também causou tumulto no saguão do hotel em que passou a última semana hospedado. Apenas dois veículos de mídia foram autorizados a entrevistá-lo, mas os demais jornalistas, em busca de uma palavra do astro, acabaram gerando a confusão. Ele se assustou a princípio, mas não perdeu a serenidade. Só não cedeu aos pedidos por mais perguntas.

BOLT SE DIZ EM MELHOR FORMA DO QUE EM 2015

A missão nada fácil de Bolt será a busca pelo tricampeonato olímpico nas três mais nobres provas de pista: 100m, 200m e revezamento 4x100m. Passado o susto pela lesão na coxa que o tirou das seletivas jamaicanas no mês passado, o velocista garantiu estar recuperado e em plenas condições de superar o americano Justin Gatlin e os demais adversários.

- Houve preocupação porque o médico me recomendou não correr (na seletiva). Então tinha que ter certeza de que eu estava ok, por isso decidi correr. Fiquei um pouco nervoso, mas competir foi bom para me deixar pronto, recuperar a musculatura. (…) Estou em ótima forma, uma forma muito melhor do que na temporada passada, o que é ótimo e me deixa feliz. Estou trabalhando duro desde que cheguei aqui.

Ao longo da semana, Bolt manteve-se recluso em um hotel sem luxos, localizado próximo ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, com o restante da delegação jamaicana. Não concedeu entrevistas nem participou de ações de patrocinadores. Seguiu à risca a programação estabelecida pela comissão técnica, trabalhando na academia pela manhã e treinando na pista do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan) à tarde.

Bolt chega na Vila (Foto: Helena Rebello)Bolt chega na Vila Olímpica, na Zona Oeste do Rio (Foto: Helena Rebello)

Até mesmo o contato com os fãs pessoalmente foi limitado. No início da estadia, os seguranças do hotel cercavam o astro e barravam pedidos de outros hóspedes para fotos e autógrafos. Aos poucos alguns sortudos conseguiram quebrar o gelo e levar para casa um clique ao lado do corredor. Nas redes sociais, no entanto, ele seguiu ativo com postagens no Twitter e no Snapchat.

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Nesta quarta-feira, ele pela primeira vez tomou café da manhã no quarto em vez de juntar-se ao restante da delegação na sala de refeições. Foi uma espécie de “ensaio” para a rotina na Vila, onde fará as refeições em seu apartamento e deve ter com frequência a companhia apenas de profissionais do seu staff, como o agente Rick Simms, o amigo/faz-tudo Nugent Walker, seu massoterapeuta e o técnico Glen Mills.

Bolt chega na Vila (Foto: Helena Rebello)Usain Bolt descendo do ônibus para se hospedar da Vila Olímpica (Foto: Helena Rebello)

Logo após o almoço, Bolt concedeu apenas as primeiras entrevistas em solo brasileiro. Tranquilo dentro do possível diante do tumulto, não mudou a expressão quando perguntado sobre a rivalidade com atletas dos Estados Unidos – Mike Rodgers, veterano que compõe o revezamento 4x100m, pôs em dúvida as razões que levaram à desistência do jamaicano das seletivas nacionais.

– Eu realmente nunca mando mensagens. Ao longo dos anos eu só me provei na pista. Esse é o meu foco. Vou tentar provar que sou o melhor, como sempre. Esse é o foco.

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